As consequências da obesidade são físicas, emocionais e comportamentais

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Consequências da Obesidade

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As consequências da Obesidade para sua saúde

A obesidade é uma doença que não tem critério de idade, raça ou crença, e é acompanhada por uma série de consequências. 

É claro que geneticamente algumas pessoas são mais propensas a engordar, mas a grande questão são as consequências da obesidade.

Consequências da obesidade

As consequências da obesidade vão muito além da estética e dificuldade de locomoção, por exemplo. E o mais triste é que são muitas as pessoas que estão nessa condição.

As projeções mais recentes da OMS (Organização Mundial da Saúde) indicam que pelo menos uma em cada três da população adulta do mundo está acima do peso e quase uma em cada dez é obesa. Além disso, existem mais de 40 milhões de crianças menores de cinco anos que estão acima do peso.

Estar acima do peso ou obeso pode ter um sério impacto na saúde. Afinal, carregar gordura extra leva a sérias consequências à saúde, como doenças cardiovasculares (principalmente doenças cardíacas e derrames), diabetes tipo 2, distúrbios osteomusculares como osteoartrite e alguns tipos de câncer (endometrial, mama e cólon). 

Além do mais, essas condições causam morte prematura e incapacidade substancial.

O que não se sabe é que o risco de problemas de saúde começa quando alguém está com um leve excesso de peso. Nesse estágio, a probabilidade de problemas aumenta à medida que alguém se torna cada vez mais acima do peso.

Muitas dessas condições causam sofrimento a longo prazo para indivíduos e famílias. Além disso, os custos para o sistema de saúde podem ser extremamente altos.

No Brasil, a obesidade é a terceira de uma lista de problemas de saúde pública que mais pesam na economia. Ou seja, está atrás apenas de mortes violentas e alcoolismo, mas na frente de tabagismo.

A obesidade custa ao Brasil cerca de 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2013 esse custo era de cerca de R$ 110 bilhões (1).

Consequências da Obesidade – Saúde Física

A obesidade tem um efeito negativo abrangente na saúde. Os efeitos na saúde associados à obesidade incluem, entre outros, o seguinte:

Pressão alta 

O tecido adiposo adicional do corpo precisa de oxigênio e nutrientes para viver, o que exige que os vasos sanguíneos circulem mais sangue no tecido adiposo (2, 3).

Isso aumenta a carga de trabalho do coração porque ele precisa bombear mais sangue através de vasos sanguíneos adicionais.

Ou seja, mais sangue circulante também significa mais pressão nas paredes das artérias. Maior pressão nas paredes das artérias aumenta a pressão sanguínea.

Além disso, o peso extra pode aumentar a frequência cardíaca e reduzir a capacidade do corpo de transportar sangue através dos vasos.

Diabetes 

A obesidade é a principal causa de diabetes tipo 2 (4, 5, 6). 

Esse tipo de diabetes geralmente começa na idade adulta, mas agora está realmente ocorrendo em crianças. Sendo assim, a obesidade pode causar resistência à insulina, o hormônio que regula o açúcar no sangue.

Quando a obesidade causa resistência à insulina, o açúcar no sangue aumenta. Mesmo a obesidade moderada aumenta drasticamente o risco de diabetes.

Doença cardíaca 

A aterosclerose (endurecimento das artérias) está presente 10 vezes mais frequentemente em pessoas obesas do que naquelas que não são obesas (7).

Além disso, a doença arterial coronariana  também é mais prevalente porque depósitos de gordura se acumulam nas artérias que suprem o coração.

Artérias estreitadas e fluxo sanguíneo reduzido para o coração podem causar dor no peito (angina) ou um  ataque cardíaco. Coágulos sanguíneos também podem se formar nas artérias estreitadas e causar um derrame.

Problemas nas articulações como consequências da obesidade

A obesidade pode afetar os joelhos e os quadris por causa do estresse colocado nas articulações por um peso extra (8, 9).

A cirurgia de substituição da articulação, embora comumente realizada em articulações danificadas, pode não ser uma opção aconselhável para uma pessoa obesa. Afina, a articulação artificial tem um risco maior de afrouxamento e causar mais danos.

Apneia do sono  e problemas respiratórios

A  apneia do sono, que faz com que as pessoas parem de respirar por breves períodos. Ou seja, interrompe o sono durante a noite e causa sonolência durante o dia (10, 11).

Além disso, também causa ronco intenso. Os problemas respiratórios associados à obesidade ocorrem quando o peso adicionado da parede torácica aperta os pulmões e causa respiração restrita.

Uma das consequências da obesidade é apneia do sono
Uma das consequências da obesidade é apneia do sono

Além do mais, a apneia do sono também está associada à pressão alta.

Câncer 

Nas mulheres, o excesso de peso contribui para um risco aumentado de vários tipos de câncer. Incluindo câncer de mama, cólon, vesícula biliar e útero, por exemplo (12).

Já, os homens que estão acima do peso têm um risco maior de câncer de  cólon e câncer de próstata.

Síndrome metabólica

 O Programa Nacional de Educação em Colesterol identificou a síndrome metabólica como um fator de risco complexo para doenças cardiovasculares (13).

A síndrome metabólica consiste em seis componentes principais. Obesidade abdominal, colesterol elevado no sangue, pressão arterial elevada, resistência à insulina com ou sem intolerância à glicose, elevação de certos componentes sanguíneos que indicam inflamação e elevação de certos fatores de coagulação no sangue.

Nos EUA, aproximadamente um terço das pessoas com sobrepeso ou obesidade exibe síndrome metabólica.

Consequências da Obesidade – Saúde Mental

Em uma cultura em que frequentemente o ideal de atratividade física é ser magro, pessoas com obesidade frequentemente sofrem desvantagens.

Pessoas com sobrepeso são frequentemente culpadas por sua condição e podem ser consideradas preguiçosas ou de vontade fraca. 

Não é incomum que condições de sobrepeso ou obesidade resultem em pessoas com menos ou nenhum relacionamento romântico. Afinal, a desaprovação de pessoas com sobrepeso expressa por algumas pessoas pode progredir para preconceito, discriminação e até mesmo tormento.

Os distúrbios psicológicos que a obesidade pode desencadear incluem ansiedade, depressão, distúrbios alimentares  imagem corporal distorcida e baixa auto-estima, por exemplo.

A ansiedade, por exemplo, é um problema de saúde mental que afeta cerca de 19% dos adultos a cada ano. E acredita-se que a obesidade possa aumentar seu risco para a doença. 

Um estudo realizado em outubro de 2016 com adultos entre 18 e 85 anos de idade descobriu que adultos obesos são mais propensos a serem diagnosticados com ansiedade do que aqueles com peso normal (14).

O peso afeta os relacionamentos

O seu peso, juntamente com o número emocional de ser obeso, pode afetar os relacionamentos com as pessoas mais próximas a você. Ansiedade e depressão, por exemplo, podem tornar as atividades sociais menos desejáveis.

Sair de casa pode ser um desafio. Além do mais, isso pode prejudicar sua capacidade de crescer e manter conexões com as pessoas que você ama.

Alem do mais, seus relacionamentos íntimos também podem sofrer. Sentimentos de inferioridade relacionados ao seu peso podem:

  • Reduzir a probabilidade de namorar ou sair em datas públicas, por exemplo
  • Além de, fazer com que você aceite menos do que merece ou mantenha um relacionamento infeliz
  • Por fim, ter impacto negativo no seu desempenho no na relação sexual

Além disso, fisicamente, o excesso de peso corporal também pode diminuir sua libido. Bem como aumentar o risco de disfunção erétil de um homem, dificultando muito o sexo. Isso pode contribuir para ansiedade, depressão e baixa auto-estima.

A boa notícia é que sobrepeso e obesidade são em grande parte evitáveis. A chave do sucesso é alcançar um equilíbrio energético entre as calorias consumidas, por um lado, e as calorias usadas, por outro.

Para atingir esse objetivo, as pessoas podem limitar a ingestão de energia a partir de gorduras totais, bem como, mudar o consumo de gordura de gorduras saturadas para gorduras insaturadas. Além disso, é preciso aumentar o consumo de frutas e legumes e nozes.  É fundamental também, limitar a ingestão de açúcares.

Por fim, é preciso aumentar as calorias usadas, as pessoas podem aumentar seus níveis de atividade física – pelo menos 30 minutos de atividade regular e de intensidade moderada na maioria dos dias.

 

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