Climatério e Reposição Hormonal

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Climatério
silviarita / Pixabay

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Climatério é a fase de transição do período fértil para o não reprodutivo. O período do climatério abrange a menopausa, que ocorre com a última menstruação espontânea.

A menopausa é definida retrospectivamente após 12 meses de amenorreia (ausência de menstruação), no período entre a fase reprodutiva e não reprodutiva da mulher, período esse denominado de climatério, que é dividido em pré e pós-menopausa. Ocorre em volta dos 50 anos, independentemente da idade da menarca(primeira menstruação), número de filhos ou uso de contraceptivos. O uso do cigarro e doenças autoimunes (quando o organismo é capaz de produzir anticorpos contra ele mesmo) podem adiantar a menopausa.

Fisiologicamente, a menopausa é resultado do decréscimo da função ovariana com a baixa da produção do estrogênio(hormônio), levando ao aparecimento de uma serie de sintomas que vão atingir os tecidos que são alvos da ação desse hormônio, inclusive o cérebro, o esqueleto, a pele, o aparelho urogenital e o cardiovascular. Dessa forma, muitas mulheres têm uma diminuição da qualidade de vida, embora um pequeno percentual delas não apresente tais sintomas.

Nós, ginecologistas, temos que esclarecer a essas mulheres sobre as transformações do organismo nessa fase de suas vidas, como também orientar e incentivar para a manutenção da saúde, incluindo orientações de mudanças de hábito, como prática de atividades físicas suspensão do tabagismo e álcool, hábitos alimentares saudáveis, suplementação de cálcio, manutenção do peso, exposição ao sol em horários adequados e, quando necessário, apoio psicológico.

O tratamento de reposição hormonal (TH) veio para melhorar os sintomas do climatério, sendo necessário, ser individualizada, levando em consideração a gravidade dos sintomas, levando em conta também antecedentes familiares e seu risco-benefício. O período para a manutenção da TH é um tema ainda controverso. Não há consenso. Algumas sociedades médicas são de opinião de administrar baixas doses pelo tempo mínimo necessário para a obtenção do efeito desejado, ou ainda, de acordo com o desejo da mulher, desde que suficientemente advertida e, também, da experiência de cada médico.

Desta forma a TH é um assunto que merece abordagem contínua, análise clínica e que não podemos deixar de considerar que, no climatério, outros sintomas podem ser provenientes de crises existenciais, ganhos, perdas, marcas que foram deixadas ao longo da vida e que nos cabe ouvir, acolher e saber acompanhar tais circunstâncias para que, com o auxílio ou não da TH, nossas mulheres cheguem a senectude com a certeza de que não estão sozinhas e que o envelhecer faz parte do ciclo da vida.

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