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Clonazepam: o que é e quais são seus usos?

O clonazepam é usado para tratar vários tipos de transtornos de ansiedade – como transtorno do pânico, transtorno de ansiedade generalizada e transtorno de ansiedade social – bem como acatisia, um tipo de ansiedade extrema geralmente causada por drogas psicotrópicas.

O que é a epilepsia?

As convulsões ocorrem em lesões neuronais que são estimuladas ou ativadas espontaneamente. A partir desse ponto focal denominado epilepsia ou foco de epilepsia, o estímulo é propagado por meio de sinapses neuronais para neurônios vizinhos.

Isso pode levar às chamadas convulsões, que também podem ser causadas por estruturas cerebrais anormais.

Um foco epiléptico é um grupo de neurônios que são superativados pela descompensação do neurotransmissor. São substâncias químicas que os neurônios usam para transmitir sinais uns aos outros. Quando um neurônio recebe um estímulo, ele responde liberando um neurotransmissor que viaja para outro neurônio. Os neurotransmissores podem ser:

  • Ativadores, o segundo neurônio é estimulado ou ativado, o que favorece a transmissão do impulso. O mais envolvido na epilepsia é o glutamato.
  • Inibidores, se eles causam interrupções na transmissão do sinal, como ácido gama-aminobutírico (GABA).

Na epilepsia, a atividade do glutamato está aumentada (ativador) ou a atividade do GABA (inibidor) é diminuída em uma área neuronal específica.

Como resultado, o foco epiléptico é ativado incorretamente e o sinal se espalha pelos circuitos nervosos. As manifestações dependerão de onde está a epidemia e de como ela está se espalhando.

Mecanismo de ação do clonazepam

Clonazepam
Créditos da imagem Freepik

O clonazepam é um medicamento benzodiazepínico de ação prolongada. Ele se liga a receptores no cérebro chamados receptores BZ (benzodiazepínicos) e os ativa. Em outras palavras, é um agonista do receptor BZ.

Os receptores BZ aumentam a atividade GABA, que diminui durante as convulsões. Esse aumento na depressão cerebral retarda a disseminação das crises epilépticas, embora não afete as lesões epilépticas.

O clonazepam é administrado principalmente por via oral ou intravenosa, e começa a fazer efeito 20 a 60 minutos após a administração. O efeito varia entre adultos e crianças e pode durar até 12 horas.

Uma vez na corrente sanguínea, ele atravessa a barreira hematoencefálica e atinge o sistema nervoso. Deve-se ter em consideração que é metabolizado no fígado e principalmente excretado na urina. Por este motivo, a dose deve ser ajustada em pessoas com insuficiência hepática.

Por outro lado, essa droga pode atravessar a barreira placentária, portanto seu uso durante a gravidez deve ser evitado. Os possíveis efeitos prejudiciais para o feto incluem hipotermia e depressão respiratória. Além disso, o clonazepam é contra-indicado durante a lactação.

Indicações do clonazepam

Existem diferentes tipos de epilepsia. Dependendo de suas características, certos medicamentos ou outros serão utilizados. O clonazepam é usado principalmente na infância, especialmente para convulsões generalizadas que se espalham por todo o corpo e levam à perda de consciência. Existem dois tipos:

  • Crises de ausência: caracterizado por perda súbita de consciência, sem queda ao solo e movimentos convulsivos. A única coisa observada é que o sujeito não está realizando as atividades que fazia: conversar, comer, caminhar etc. Após alguns segundos, o sujeito retoma a atividade sem se lembrar do episódio. Em muitos casos, eles são acionados por fontes de luz intermitentes ou em situações de hiperventilação.
  • Crises tônico-clônicas: são os mais famosos, mas não os mais comuns. O assunto repentinamente perde a consciência e o tônus ​​muscular e cai no chão.

A pessoa fica rígida no início. Depois, há convulsões violentas que duram alguns segundos. Assim que as convulsões forem resolvidas, o paciente se recupera de um período de confusão sem nenhuma lembrança da convulsão. Além disso, essas crises podem estar associadas a alterações vegetativas, como aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial.

Em adultos

  • Crises focais: eles não afetam o corpo inteiro. Eles se concentram em uma área específica e são muito diversificados. Pode manifestar-se, inter alia, com alterações visuais e olfativas, perda de sensibilidade, alteração da consciência ou paralisia temporária de um membro.
  • Status epilepticus: constituem um estado de emergência patológico. Status epiléptico é quando uma convulsão dura mais de trinta minutos ou quando duas ou mais convulsões ocorrem sem recuperar a consciência.
  • Outros tipos de epilepsia adulta.

Francisco Araújo

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Francisco Araújo

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