Doença inflamatória pélvica e suas consequências

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A doença inflamatória pélvica (DIP) é uma infecção que afeta os órgãos reprodutores femininos, como o útero, as trompas de Falópio e os ovários.

É causada por bactérias que entram pela [email protected] ou colo do útero durante o sexo ou parto e depois se espalham para a parte superior do trato reprodutivo, onde infectam o revestimento do útero e do trato reprodutivo inferior, onde causam inflamação e cicatrização dos tecidos (salpingite).

Uma febre leve pode ocorrer na DIP, mas geralmente é assintomática e não é percebida até que a doença progrida e, se não for tratada, pode causar danos permanentes ao sistema reprodutivo e, em alguns casos, até levar à infertilidade.

No Brasil, não há estatísticas de quantas mulheres são acometidas pela doença a cada ano, mas segundo alguns estudos estima-se que esteja associada a cerca de 90% dos casos de infecções sexualmente transmissíveis (IST).

O que causa a Doença Inflamatória Pélvica?

Como mencionado acima, a doença inflamatória pélvica (DIP) é uma infecção principalmente associada às bactérias que causam gonorreia e clamídia e, em alguns casos, à bactéria Mycoplasma genitalium, que são sexualmente transmissíveis.

A DIP é mais comum em mulheres entre 15 e 35 anos que são sexualmente ativas, com múltiplos parceiros e em pessoas que fazem relação sem preservativo. No entanto, a possibilidade de transmissão [email protected] não é a única.

As mulheres também podem contrair infecções durante parto normal, abortos espontâneos, cirurgias ginecológicas, inserções recentes de DIU e duchas vaginais. Portanto, é importante procurar ajuda médica ao notar qualquer sintoma ou alteração na região vaginal.

Quais os sintomas da Doença Inflamatória Pélvica?

Os sintomas da doença podem variar dependendo das bactérias que causam a inflamação. A DIP é dividida em duas formas: doença aguda e sintomática ou doença subclínica ou crônica.

  • Doença aguda e sintomática:

Geralmente é causada pelas bactérias que causam gonorreia e clamídia. Esta forma da doença é a inflamação.

Nesta forma da doença, muitas vezes está presente dor abdominal ou pélvica, que pode começar repentinamente e variar em intensidade.

Além da dor, pode haver corrimento vaginal com odor desagradável, sangramento uterino irregular e, em alguns casos, náuseas e vômitos nas mulheres.

  • Doença subclínica ou crônica:

Nesta forma, a infecção pode ter sintomas leves e quase imperceptíveis. A dor e a leucorreia não são óbvias e não há febre.

Quando os sintomas são leves, tendem a persistir por meses e atrasam o diagnóstico e o tratamento, o que pode levar ao agravamento da inflamação. As infecções podem progredir com complicações graves.

Sintomas mais comuns da DIP

  • Corrimento vaginal amarelado ou esverdeado e com forte odor;
  • Sangramento vaginal fora do período menstrual e/ou durante a relação sexual;
  • Menstruação irregular;
  • Dor ao urinar;
  • Intensa dor ao exame ginecológico.
  • Dor na parte baixa do abdômen (no ?pé da barriga? ou baixo ventre);
  • Dor abdominal e nas costas;
  • Febre acima de 38º, fadiga e vômitos.

Quais são as complicações da DIP?

Se tratada incorretamente ou tardiamente no diagnóstico e, portanto, no tratamento, a DIP pode apresentar diversas complicações e levar a doença irreversível na mulher.

  • Bloqueio das trompas de Falópio:

Em alguns casos, a infecção pode bloquear as trompas de Falópio, fazendo com que elas inchem devido à retenção de líquidos. As mulheres podem sentir pressão ou dor crônica na parte inferior do abdômen.

  • Peritonite:

Ocorre quando uma infecção se espalha para o revestimento da cavidade abdominal, causando dor súbita, intensa ou, em outros casos, gradual em todo o abdômen.

  • Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis:

Essa complicação ocorre quando uma infecção no tubo é causada pela bactéria clamídia ou gonorreia e se espalha para a área ao redor do fígado.

Quando a inflamação atinge esse estágio, a infecção geralmente causa dor abdominal superior.

  • Abscesso:

Isso acontece quando há uma alta concentração de pus nos ovários ou nas trompas de falópio. Em alguns casos, pode se romper e fazer com que o pus penetre na pelve, causando peritonite.

Quando o pus vaza, as mulheres podem sentir dor intensa na parte inferior do abdômen, queda da pressão arterial, náuseas e vômitos.

Nesses casos, muito cuidado deve ser tomado, pois se a infecção atingir o sangue, pode levar à sepse.

  • Aderências:

Estas são faixas anormais de tecido cicatricial que ocorrem quando a doença inflamatória pélvica produz fluido purulento que irrita o tecido e causa faixas de tecido cicatricial no sistema reprodutivo ou órgãos próximos ao abdômen. Em alguns casos, as aderências podem causar infertilidade e dor pélvica crônica;

  • Gravidez Ectópica:

Mulheres com DIP são 6 vezes mais propensas a ter uma gravidez ectópica. Esta gravidez é arriscada porque ameaça a vida da mulher e o feto não sobrevive.

Como prevenir a Doença Inflamatória Pélvica?

Uma vez diagnosticada, a doença inflamatória pélvica é curável e pode restaurar a saúde e a fertilidade da mulher.

No entanto, por estar relacionado a infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), tome cuidado, como:

  • usar preservativo em todas as relações [email protected];
  • Abster-se de sexo até que o tratamento com antibióticos tenha alcançado o efeito desejado;
  • Avaliação e tratamento de parceiros [email protected]

É importante tratar os parceiros sexuais porque eles podem espalhar a infecção mesmo que sejam assintomáticos.

Ao realizar o tratamento, além de prevenir a recorrência da crise, também evitamos a disseminação do agente infeccioso causador da doença.

Como tratar a DIP?

Após o diagnóstico, os médicos devem iniciar antibióticos para as mulheres afetadas e seus parceiros [email protected], mesmo que o paciente seja assintomático.

Tenha em mente que o objetivo do tratamento PID é parar o processo de inflamação nos órgãos reprodutivos de uma mulher, então fique parado e faça o tratamento certo para você e seu parceiro. Durante este período, a relação sexual deve ser interrompida para evitar que a infecção volte.

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