O calor pode desacelerar a transmissão do coronavírus?

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dianakuehn30010 / Pixabay

O novo coronavírus (Sars-Cov-2) parece se espalhar mais lentamente em países com temperaturas mais altas. Isso é indicado por um novo estudo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Os cientistas compararam a prevalência da região em áreas quentes e frias. Por exemplo, na Noruega, o número de casos saltou de cerca de 40 partes por milhão de habitantes (a métrica usada pelos pesquisadores para padronizar dados globais) para mais de 120 na mesma população em cerca de uma semana.

No verão na Austrália, a curva aumenta mais lentamente. Na semana de março, a taxa de infecção aumentou de 15 para 20 casos por milhão de pessoas. Os dados foram coletados em 21 de março, quando havia menos de 1.000 casos de Covid-19. No Brasil, a doença foi causada por um novo coronavírus.

O estudo também mostrou que em áreas com epidemias severas, como Irã e Itália, exceto em certas áreas da China e da América do Norte, a temperatura atual varia de 3 a 17 ° C. Segundo o autor, aproximadamente 90% dos casos de Covid-19 registrados na Terra provêm de áreas onde a temperatura média atual é de 11 ° C.

Por outro lado, menos de 6% das ocorrências globais são registradas em áreas com temperaturas médias acima de 18 ° C. Os resultados da pesquisa foram publicados na Social Science Research Network.

Calor não é garantia de proteção contra o coronavírus

Ao analisar esses dados, é importante considerar que muitos países do hemisfério sul (como o próprio Brasil) ainda estão realizando seus primeiros testes após a conclusão do trabalho do MIT. Sem mencionar, em comparação com outros países, estamos apenas no início da popularidade e já existem dados preocupantes.

O fato é que há muito pouca pesquisa sobre a relação entre clima e novos coronavírus. Para chegar a uma conclusão mais confiável, são necessárias muitas outras tarefas.

Sabe-se que vírus respiratórios como influenza e influenza são mais prováveis ​​de ocorrer no inverno. O professor FGV-EASP e o pesquisador de T.H. Adriano Massuda apontaram: “Mas isso é mais porque estávamos no interior da época, o que promoveria a poluição”. Escola de Saúde Pública Chen, Universidade de Harvard, EUA.

Isso não significa que a gripe desapareça no verão. Fatores comportamentais e densidade populacional parecem afetar severamente a velocidade de transmissão, mesmo que outros vírus ocorram. “Você pode viver em uma área de clima quente, mas use condicionadores de ar e coletores para se deslocar dentro de casa, aumentando o risco da mesma maneira”, acrescentou Massuda.

Por exemplo, cidades do norte e nordeste já enfrentaram surtos de gripe relacionados ao tempo de chuva, o que pode ser devido ao fato de que eles precisam viver juntos em um ambiente fechado. São Paulo também experimentará pandemias periódicas de influenza no final do verão.

É diferente da dengue, que tem uma relação mais direta com a alta temperatura, o que é benéfico para a criação de mosquitos Aedes aegypti, que são os vetores da doença.

Para esses e outros, é impossível dizer que o calor pode impedir que o Covid-19 aconteça. Os próprios autores apontaram que os resultados não sugerem que o Sars-Cov-2 não se espalhe no clima quente. Até o momento, medidas como isolamento social e higiene frequente das mãos são as formas mais eficazes de retardar sua disseminação.