O que é o Pinguécula?

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Pinguécula é uma lesão amarelada e um pouco elevada que se forma no tecido superficial à esclera (região branca do globo ocular) próximo à córnea. Tipicamente é encontrada na área da abertua palpebral, justamente a área exposta aos raios solares

Localiza-se na linha média do olho, no espaço entre as pálpebras superior e inferior. Tem uma forma triangular, pode se localizar no lado temporal, mas é mais frequente no lado nasal e pode afetar um ou ambos os olhos.

É mais frequente em climas tropicais e subtropicais e muito raro em países frios. Está diretamente relacionado à radiação ultravioleta, quando o olho é exposto à luz solar sem filtros ou proteção.

Ocorre em agricultores, trabalhadores braçais e nos que trabalham ao ar livre porque estão mais expostos à radiação solar e à poeira. Aliás, também parece estar relacionado ao contato com solventes e produtos químicos.

Além disso, relaciona-se também à secura do ambiente e à presença de vento porque aceleram a evaporação das lágrimas. Por outro lado, possui um componente hereditário e está relacionado a doenças imunológicas.

Ocorre em indivíduos entre 20 e 50 anos, sendo mais frequente no ambiente rural do que no urbano, tendo maior prevalência em afro-americanos sem diferença de gênero. O pterígio tem grande incidência nas populações que vivem em regiões mais próximas à linha do Equador, como o Nordeste brasileiro.

Imagem de pterígio no olho

Sintomas de pterígio

Os sintomas podem variar dependendo da atividade, tamanho e localização do pterígio.

Pterígio ativo

No pterígio ativo, há uma lesão espessa, com inflamação, hiperemia e uma área esbranquiçada no ápice do triângulo.

Os sintomas produzidos pelo pterígio ativo incluem:

  • Dor.
  • Prurido.
  • Sensação de corpo estranho.
  • Lacrimejo.
  • Fotofobia.
  • Diminuição do campo visual.
  • Visão dupla.

Pterígio inativo

É o pterígio observado nos países de clima temperado. Sua incidência é menor, o crescimento mais lento e os sintomas são menos evidentes. Primeiramente, aparece uma lesão plana, sem inflamação, sem vascularização e sem sinais de crescimento.

Doenças oculares

Os sintomas são muito escassos ou inexistentes. O tamanho do pterígio é diretamente proporcional à sintomatologia. Quanto maior o tamanho, maior a superfície que ocupa na córnea e, portanto, maiores as alterações visuais.

Dependendo da localização, aqueles que afetam a área do campo visual da córnea são mais sintomáticos. Os sintomas do pterígio serão menos evidentes quando estiverem na periferia do olho.

Tratamento de pterígio

Graus de pterígio

Tratamento preventivo

  • Óculos com filtros ultravioleta entre 90 e 100% de índice de proteção. Eles devem ser usados ​​na população suscetível e principalmente em crianças.
  • Chapéus de abas largas.

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Tratamento médico

Para os casos em que não produz grandes sintomas:

  • Lágrimas artificiais.
  • Lubrificantes para os olhos.
  • Corticosteroides tópicos em baixas concentrações se houver inflamação.
Lágrimas artificiais

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Tratamento cirúrgico

Em casos sintomáticos, a única solução é a cirurgia. Em geral, o pterígio continuará crescendo e, se não for removido, os sintomas aumentarão. Pode ser realizado de diferentes maneiras:

  • Exérese simples: é realizada removendo o pterígio e deixando que cicatrize por si só na conjuntiva. É uma intervenção pouco recomendada porque o pterígio volta a aparecer em 40 – 80% dos casos. Atualmente não é recomendado.
  • Fechamento conjuntival simples: excisão e sutura das bordas conjuntivais. Também reaparece em 45-70% dos casos, sendo recomendado apenas em idosos porque os casos de recorrência são menores.
  • Autoenxerto conjuntival e limbal: é a técnica cirúrgica preferida devido à sua menor recorrência. Além disso, é a intervenção com menor tempo de recuperação e menos recaídas. Isso pode ser feito com sutura contínua ou com adesivos biológicos de fibrina.

A preferência no uso de adesivos sintéticos em detrimento das suturas se deve ao fato de que são biocompatíveis, produzem pouca ou nenhuma inflamação. Além disso, não geram reação de corpo estranho e são biodegradáveis.

  • Autoenxerto conjuntival livre: esta técnica é realizada por excisão da cabeça e parte do corpo do pterígio e posterior cobertura com a esclera exposta com a conjuntiva do próprio paciente. Os resultados são satisfatórios, embora inferiores aos da técnica anterior.

Tratamento complementar

É realizado como um complemento ao tratamento cirúrgico para minimizar o risco de recorrência:

  • Antimitóticos: impedem a replicação celular e têm a missão de cancelar ou retardar o crescimento do tecido do pterígio. Reduzem o risco de recorrência da doença, entretanto, apresentam efeitos tóxicos e complicações que, às vezes, desencorajam seu uso. O mais usado é a Mitomicina C.
  • Antiangiogênicos: evitam a proliferação vascular que fornece nutrientes ao tecido do pterígio e facilitam o seu crescimento, reduzindo a transparência da córnea e dificultando a visão. Atualmente, o bevacizumabe tópico está em fase de uso clínico experimental.
  • Betaterapia: consiste em radioterapia pós-operatória do pterígio com radiação beta para reduzir as recorrências. Produz inibição da mitose celular, impedindo a recorrência. Tem efeitos semelhantes à mitomicina, mas com menos efeitos colaterais.

Em conclusão, o pterígio é uma lesão vascularizada da conjuntiva do olho que pode invadir a córnea e causar astigmatismo e diminuição da acuidade visual.

Mas lembre que é indispensável o controle com seu oculista, porque somente ele poderá indicar o tratamento adequado.

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