Teste de diabetes usa saliva em vez de picada no dedo

Pesquisadores australianos criaram um teste de glicose indolor. O método de avaliação também pode ser usado em exames para detectar Covid.

Teste de diabetes usa saliva vai ser usado para facilitar o diagnóstico de diabetes tipo 1 em crianças.

Testes invasivos e dolorosos podem dificultar o controle dos níveis de açúcar no sangue em pacientes diabéticos, porque certos casos de doença requerem várias picadas de agulha por dia para coletar uma gota de sangue. Alguns diabéticos evitam esse controle minucioso por desconforto, comprometendo o tratamento da doença.

Espera-se que uma invenção de cientistas australianos traga mais conforto aos pacientes diabéticos, pois eles desenvolveram um teste para verificar os níveis de glicose pela saliva sem a necessidade de agulhadas.

Este novo teste foi descoberto por acidente quando uma equipe coordenada por Paul Dastoor, professor de física da Universidade de Newcastle, na Austrália, estava trabalhando em células solares.

“A descoberta realmente abre a perspectiva de um teste de glicose sem dor e de baixo custo e, com sorte, resultados muito melhores para quem sofre de diabetes“, disse o pesquisador em entrevista à Reuters publicada nesta terça-feira (13/7).

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Paul Dastoor com o teste à diabetes – Universidade Newcastle/Reuters

A criação australiana envolve a incorporação de uma enzima em um transistor sensível à glicose em uma tira de material eletrônico impresso. Como os materiais eletrônicos do transistor são tintas, o teste pode ser feito com impressão de baixo custo, diz Dastoor.

O cientista também aposta que a tecnologia pode ser transferida para testes do Covid-19 ou para testes de alérgenos, hormônios e câncer. Para avançar nesta pesquisa, esta universidade australiana fez parceria com a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, para usar a mesma tecnologia para testar o coronavírus.

“Acredito que vai mudar radicalmente a maneira como pensamos sobre os dispositivos médicos e, em particular, os sensores, porque podemos imprimi-los a um custo incrivelmente baixo”, disse Dastoor.

Se aprovado pelas autoridades de saúde, o projeto de pesquisa recebeu apoio do governo australiano para produzir cerca de 4 milhões de euros em kits de testes clínicos.

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